Queijo artesanal mineiro é premiado na França


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Uma família de produtores rurais levou para Sacramento, interior de Minas Gerais, o prêmio Super Ouro do Mondial du Fromage de Tours (Salão Mundial do Queijo), realizado na França, no mês de junho. No total, outros 10 queijos produzidos no estado foram premiados nas categorias prata e bronze. Participaram mais de 600 produtos de 32 países.

O queijo Minas Artesanal, produzido na Fazenda Caxambu, que ultrapassou as fronteiras brasileiras e conquistou os franceses, já é a paixão de Joel Leite, de 44 anos, há muito tempo. O leite não está só no nome da família, a produção do derivado do produto passou de geração em geração e se tornou uma tradição de família.

A chance de apresentar o produto na França veio após Marli Leite, esposa de Joel, participar de um curso com um francês. O resultado foi a inscrição no concurso e o prêmio de primeiro lugar. “Nosso queijo conquistou o mundo. Até agora eu não estou acreditando. Parece que a ficha ainda não caiu”, comemora o produtor.

Mas, para chegar até aqui, a produção da família Leite passou por vários obstáculos, chegando até mesmo a ter que começar do zero. Nessa fase, para reerguer a produção, Joel pôde contar com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), uma das políticas da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead).

Além disso, para garantir a estabilidade, a legalização foi fundamental. Nessa direção, os serviços da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) foram indispensáveis. “A assistência técnica foi uma peça muito importante na legalização da produção. Nos ajudou na certificação, organização e no acesso ao Pronaf”, lembra.

Hoje, a Fazenda Caxambu produz de 50 a 70 peças de queijo por dia. Joel garante que o leite é de qualidade, produzido na própria propriedade. Além de vender no comércio local, a família também vende no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Caça ao tesouro

Joel aprendeu a fazer queijo aos sete anos de idade, ajudando a avó. Ao falar como tudo começou, ele se lembra das histórias com o pai e o avô. “Tinha uma pedreira na propriedade, a única da região. As pedras eram lindas, não conheço outras iguais a elas. A gente arrancava as pedras para meu avô cercar as hortas e o pasto, então meu pai falava que tinha um tesouro lá. Eu, ainda menino, acreditava e ficava todo contente arrancando as pedras para achar o tesouro. Brinco que não encontramos ouro, mas transformamos o queijo no nosso verdadeiro tesouro”, conta.

Joel afirma que não existe receita milagrosa, o segredo está no amor e carinho com o produto. “Você não precisa ficar passando sal, lavando direto. O queijo não gosta de ser maltratado. Você simplesmente faz ele, coloca na tábua, fica virando e deixa a natureza agir”. Ele ainda brinca: “a gente também faz um cafuné e um carinho”.


Juliana Andrade
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação
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